quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Fórum de discussão ou Chat?

“Na ausência do outro, o homem não se constrói homem.”
Vygotsky


Em alguns cursos que tenho ministrado para professores, por esse Brasil afora, muitos me perguntam qual das ferramentas online é mais eficiente para potencializar a aprendizagem: Fórum de discussão ou chat?

Como é uma pergunta recorrente, antes mesmo de refletir sobre ela é importante uma breve caracterização dessas ferramentas:

O fórum é uma ferramenta de comunicação assíncrona. Assíncrona porque as participações não acontecem em tempo real. Os participantes podem escolher quando querem se comunicar. Ou seja, professor e aluno não estão em aula ao mesmo tempo.

Objetivo do fórum: promover discussões, debates de ideias sobre um dado tema por meio de mensagens publicadas em uma plataforma digital que disponibiliza esse recurso. Geralmente um fórum de discussão é formado por um grupo de pessoas de uma mesma comunidade. Essa comunidade pode ser uma comunidade escolar ou uma comunidade interessada em estudar, debater e/ou discutir um determinado tema.

Normalmente todo fórum de discussão possui um moderador, que é a pessoa responsável por definir as regras de participação bem como realizar intervenções nas discussões no sentido de contribuir para a construção colaborativa do conhecimento. O moderador ou mediador das discussões pode ser um professor, um tutor, um gestor, um especialista no tema, ou qualquer pessoa que tenha condições de conduzir o fórum.

Diferente do fórum, o chat é uma ferramenta de comunicação síncrona. Síncrona porque as participações acontecem em tempo real com horário e tempo de duração previamente combinados com os participantes. Ou seja, professor e aluno estão online ao mesmo tempo para discutir um determinado assunto.

Objetivo do chat: promover debates sobre um dado tema por meio da troca de mensagens instantâneas. Assim como o fórum, o chat requer a participação de um facilitador ou organizador. Essa pessoa é responsável por organizar e direcionar as conversas de modo que o foco não seja desvirtuado, que as regras sejam atendidas e que ao final o objetivo da aula online seja atingido.

Feita essa breve caracterização podemos agora retomar a questão que motivou esse post: qual das ferramentas online é mais eficiente para potencializar a aprendizagem: Fórum de discussão ou chat?

A minha resposta é sempre: Depende
  • depende dos objetivos que se pretende atingir;
  • depende do perfil da turma;
  • depende sempre e principalmente da intencionalidade pedagógica.

Ou seja, se a intenção é estimular o compartilhamento de informações e/ou desenvolver habilidades de comunicação, de discussão, de colaboração, de escrita mais elaborada, de pensamento crítico e de debate de ideias, o fórum online pode ser uma ferramenta muito útil e adequada. Os fóruns são muito utilizados para desenvolver um tema e para construir, a partir das discussões, um conhecimento conjunto e explícito.

Agora, se a intenção é desenvolver a capacidade de síntese, de agilidade na escrita, de raciocínio rápido para ler e interpretar mensagens, de “ouvir” e respeitar o ponto de vista de outro aluno e/ou de estimular o estabelecimento de vínculos entre os mesmos, o chat pode ser a ferramenta mais indicada. Os chats são muito utilizados para trabalhar a síntese de um tema.

Enfim, é sempre bom ter em mente que o fórum e o chat são poderosas ferramentas de comunicação e interatividade, cada qual com as suas peculiaridades e seu valor no processo de ensino e aprendizagem. A escolha é do professor e como já dito, dependerá sempre e principalmente da intencionalidade pedagógica.

Fica a dica.

Ótimo dia e até breve. 

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

REA - o que é? Onde encontrar?



REA é a sigla de “Recursos Educacionais Abertos”. Esse termo é definido pela comunidade REA Brasil[1] como “Materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros.”

O movimento REA é norteado pela construção colaborativa do conhecimento. Sua proposta é dar a todos, a liberdade de usar, personalizar, melhorar e redistribuir recursos e ferramentas educacionais com o intuito de aumentar os produtores de cultura e conhecimento bem como de ampliar as possibilidades de acesso ao conhecimento.

Todos os conteúdos gratuitos são REA? 
Há muitos conteúdos gratuitos que não são REA. Há diferença entre REA e conteúdos de livre acesso. Os chamados conteúdos de livre acesso são livres para o uso, mas não podem ser alterados. Um exemplo são vídeos, artigos e outros materiais gratuitos e livres para o uso mas que devem ser utilizados no formato disponível pois possuem os direitos reservados (“all rights reserved”). Já os REA são de domínio público ou estão licenciados de maneira aberta, podendo ser utilizados, revisados, personalizados e redistribuídos. REA tem relação com liberdades a direitos de uso (usar, revisar, personalizar) e não com gratuidade. Importante mencionar que, o  fato de ser REA não dispensa o usuário de citar a fonte.

Características dos REA
Segundo o Porvir[2], para ser considerado REA, um recurso deve permitir o uso livre por qualquer pessoa, com permissões que atendam aos ‘4Rs’: reusar, revisar, remixar redistribuir.

• Reusar: permissão para usar o original, ou a nova versão do REA por você criada;
• Revisar: permissão para adaptar e melhorar os REA para que melhor se adaptem às suas necessidades;
• Remixar: permissão para combinar e fazer misturas do REA com outros REA para a produção de novos recursos;
• Redistribuir: permissão para cópia e compartilhamento do REA original e da versão por você criada com outros REA.

Embora haja uma variedade enorme de Recursos Educacionais Abertos compartilhados em formato digital, REA não é sinônimo de digital. Pode ser qualquer recurso educacional no formato digital e/ou impresso para apoiar o processo de conhecimento. Incluem livros didáticos, cursos, guias para estudantes, periódicos, artigos de pesquisa, infográficos, vídeos, instrumentos de avaliação, imagens, recursos interativos como simulações, animações, bancos de dados, software, plataformas abertas, aplicativos para dispositivos móveis entre outros.

Onde encontrar REA no formato digital?

Para saber mais:


Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.


[1] http://www.rea.net.br/site/comunidade-rea-brasil/
[2] http://porvir.org/recursos-educacionais-abertos/

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Encerrando hoje a série de pílulas com 10 dicas para o professor iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula. Com essas dicas, espero sinceramente ter contribuído um pouco.

Pílula 10: Use a tecnologia como instrumento de apoio ao processo de ensino e aprendizagem

Use a tecnologia a seu favor e a favor da aprendizagem. A tecnologia é um recurso. Por si só não muda nada. Ao usar a tecnologia é necessário que haja um propósito e um contexto muito bem definidos de modo que o seu uso traga uma contribuição significativa para o ensino e para a aprendizagem. Dê à tecnologia a importância que ela merece. Nem mais. Nem menos.


 Por fim, não há, com essas dicas, a pretensão de criar uma receita de bolo. O professor é que melhor conhece os conteúdos que ministra e o perfil de sua turma, assim somente ele poderá identificar o que melhor se adapta a sua realidade. O importante é dar o primeiro passo e sempre pensar a tecnologia como um recurso a serviço da aprendizagem, e não o contrário.

"Pergunte-se a qualquer sábio o que ele mais deseja, e é mais do que provável que responderá: Mais conhecimentos." (Napoleon Hill)

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Hoje é dia da pílula 9 da série de 10 pílulas com dicas para o professor iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Pílula 9: Inove sempre que possível

Aproveite o potencial das novas tecnologias para lançar mão de metodologias que promovam o protagonismo do aluno e uma aprendizagem mais significativa. Uma dica é a sala de aula invertida (Flipped Classroom). Proponha atividades para os alunos realizarem em casa, como assistir a um vídeo, realizar uma pesquisa na internet ou outra atividade que o estimule a realizar análises e reflexões próprias. Procure criar situações de aprendizagem com uso da tecnologia para que o aluno realize as atividades e construa o seu próprio conhecimento. Enfim, proponha algo diferente e de modo que o aluno vá para a sala de aula com algum conhecimento prévio. Assim, a sala de aula passa a ser um espaço de reflexão e experimentação.



Para saber sobre sala de aula invertida acesse o post sobre esse tema:

http://tecnologiaeducacionalempilulas.blogspot.com.br/2016/04/sala-de-aula-invertida-voce-sabe-o-que-e.html

Ótimo dia!!!

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Hoje é dia da pílula 8 da série de 10 pílulas com dicas para o professor iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Pílula 8: Faça parceria com outros professores

Proponha parcerias com outros professores e realize projetos interdisciplinares com o uso da tecnologia. Construam uma proposta e realizem juntos um projeto com seus alunos. Faça uma enquete com os seus alunos para saber que tipos de tecnologia gostariam de utilizar no projeto.


"Uma das coisas mais valiosas que alguém pode aprender na vida é a arte de por em prática os conhecimentos e as experiências dos outros." (Napoleon Hill)

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Começando o dia com a pílula 7 da série de 10 pílulas com dicas para o professor iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Pílula 7: Compartilhe suas experiências 

Compartilhe as suas experiências com outros professores e se interesse pela experiência deles também. Compartilhe o que funcionou bem e também o que não funcionou. Troque experiências. É a partir das conexões, da troca com os outros que novas ideias surgem. Pense que, a partir de suas experiências, você poderá contribuir com outros professores e inspirá-los.



Aproveite o seu dia. Faça dele o seu melhor presente!

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Pílula 6 da série de 10 pílulas com dicas para o professor iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Pílula 6: Aprenda com o seu aluno 

O nosso aluno é digital. Ou seja, ele já têm fluência em tecnologia. Utilize isso a seu favor. Pense que, embora ele tenha mais desenvoltura com a tecnologia do que você, ele não sabe coordenar a informação, não sabe refletir e conectar os vários temas estudados. Isso, quem tem o domínio é o professor. Somente o professor poderá ajudar o aluno a desenvolver a habilidade de conectar as informações e desenvolver o pensamento crítico. Então não tenha receio de aprender com ele sobre como operar algum recurso tecnológico.


"Todos nós somos aprendizes, arquitetos ativos deste caminho que é a aprendizagem." (David Albury)

Aproveite o seu dia!!!

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Mais uma pílula da série de 10 pílulas com dicas para o professor iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Pílula 5: Pense a tecnologia como indispensável na vida dos alunos 

Tenha em mente que a tecnologia é parte do nosso cotidiano e indispensável na vida dos alunos. Como professores, temos a grande responsabilidade de participar do processo de formação de futuros profissionais (médicos, advogados, administradores, jornalistas, engenheiros, tecnólogos, professores etc) que de algum modo conduzirão os rumos dessa sociedade, que é cada dia mais digital.


"Em tudo que fizer, faça sempre o melhor." (ZuKawaguchi)

Ótimo dia!!!

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Iniciando a semana com muita disposição e mais uma pílula da série de 10 pílulas com dicas para o professor iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Pílula 4: Comece devagar e com simplicidade, mas comece 

As ofertas são muitas. Há variados recursos e ferramentas disponíveis, inclusive muitas são gratuitas. Você não precisa utilizar todas e nem conseguirá. Defina os seus objetivos e busque os recursos que melhor se adaptam à sua realidade e a realidade de sua escola. Comece com o mais simples e aos poucos amplie com outros recursos. Comece com um vídeo, com uma leitura de imagem, com um podcast ou outro recurso disponível. Comece com simplicidade, mas comece. Procure se informar sobre o que a sua escola disponibiliza. Muitas escolas disponibilizam recursos e plataformas de aprendizagem com acesso liberado para professores, alunos e pais. Aproveite essa facilidade para dinamizar suas aulas. Para as escolas que não dispõem desses recursos, há portais na internet que disponibilizam, gratuitamente, dicas e variados objetos digitais de aprendizagem.

Dicas de alguns sites onde você poderá encontrar recursos digitais:
 Portal escola digital: http://escoladigital.org.br/
 Portal nova escola: http://novaescola.org.br/
 Portal do professor: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/
 Youtube Edu: https:Youtube Edu
 Banco de imagens:Banco de imagens livre


"Nossa imaginação nos pertence. Façamos pois uso dela. (Napoleon Hill)" 

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O dia amanheceu lindo hoje. Após abençoada chuva, fomos presenteados com esse dia de sol e com inspiração para escrever mais uma pílula de conhecimento da série de 10 pílulas com dicas para iniciar o uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Pílula 3: Se aproprie das novas tecnologias

Se aproprie dessas novas tecnologias para entender como integrar a tecnologia no cotidiano escolar. Pesquise, se capacite, busque informações sobre os recursos disponíveis na atualidade e o que é possível realizar com os mesmos. Participe de comunidades e fóruns de discussão, use as redes sociais, desvende os recursos disponíveis em seu smartphone, instale aplicativos educacionais. Ou seja, amplie seus horizontes e seus conhecimentos. E o mais importante, não tenha medo de experimentar, testar e errar. Procure refletir sobre o que você pode fazer diferente com a tecnologia. Como você pode dinamizar mais as suas aulas com a tecnologia?


O agora é tudo que temos. Viva-o intensamente.

Ótimo final de semana!!!

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Dando continuidade à série de 10 pílulas com dicas para iniciar o uso das tecnologias dentro e fora da sala de aula. Hoje é dia da pílula 2.

Pílula 2: Reveja as práticas pedagógicas

Defina, juntamente com o seu gestor e/ou coordenador pedagógico como as tecnologias serão incorporadas nas práticas pedagógicas. É fundamental que o uso da tecnologia faça parte do projeto pedagógico da sua escola.



Te espero amanhã com a pílula 3.

(Tenha) Faça um ótimo dia!!!

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Começando hoje a série de 10 pílulas com dicas para iniciar o uso das tecnologias dentro e fora da sala de aula.

Pílula 1: Tenha clareza dos objetivos

 Antes de iniciar, tenha clareza dos objetivos que pretende alcançar com o uso da tecnologia. Procure responder a algumas questões tais como: Em que projeto e/ou contexto de educação a tecnologia será utilizada? Quais habilidades irá trabalhar? Que resultados pretende alcançar? Deixe também claro para os alunos os objetivos e resultados pretendidos. Enfim, não adote a tecnologia por modismo ou pressão.

 
Amanhã tem mais com a pílula 2.

Tenha um ótimo dia!!!

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Dicas para iniciar o uso das tecnologias dentro e fora da sala de aula

Já é sabido que as tecnologias estão presentes em praticamente todos os setores da nossa vida. Elas mudaram o nosso comportamento e a forma como nos relacionamos. Hoje nos comunicamos instantaneamente com pessoas em qualquer lugar do mundo. Fazemos negócios e nos divertimos com aplicativos de mensagens instantâneas como o whatsapp. Coisa que há dez anos nem imaginávamos que seria possível. Só para ter uma ideia de como essas tecnologias estão tão presentes em nossas vidas, é só imaginar como algum bloqueio ou problema técnico com esses aplicativos impacta diretamente na vida de milhões de pessoas. Enfim, Impossível imaginar a nossa vida e principalmente o mundo do trabalho sem as tecnologias. Elas já fazem parte do nosso cotidiano. “O homem cria as ferramentas e as ferramentas recriam o homem.” Essa citação de McLuhan[1] traduz bem o que estamos vivenciando na atualidade.

Entretanto, adotar a tecnologia em suas práticas pedagógicas ainda é um grande desafio para as escolas. As tecnologias tão familiares para os alunos, ainda é algo desafiador para muitas escolas e principalmente para os professores. Muitos dizem que o investimento é alto; que o professor é resistente; que faltam recursos e capacitação. Enfim, as justificativas são muitas. Fato é que, mesmo as escolas que dispõem dos recursos, muitas vezes não sabem o caminho a seguir.

Fala-se muito que o professor deve incorporar as novas tecnologias. Mas o como fazer ainda é o grande desafio. Há muitas possibilidades. Muitas ofertas. Muitas ferramentas e recursos disponíveis, inclusive gratuitos.  Mas nem sempre os professores sabem o que fazer com tudo isso e nem como devem iniciar o uso das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. Parece que algo não se encaixa muito bem.

Pensando nisso, reuni 10 pílulas com dicas para o professor iniciar o uso das tecnologias dentro e fora da sala de aula. Nos próximos dez dias publicarei, em forma de pílulas, uma dica por dia. 

Espero você!!!
     



[1] Educador e filósofo Canadense que faleceu na década de 80.

Simone Sousa é Consultora em Tecnologia, Docente, Mestre em Gestão da Informação e autora do Blog Tecnologia Educacional em Pílulas.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A tecnologia e a sala de aula invertida

“Não temos que acabar com a escola, mas  sim mudá-la completamente até que nasça dela um novo ser tão atual quanto a tecnologia”. Seymour Papert (1996)

O termo sala de aula invertida ou Flipped Classroom, termo tão em evidência atualmente, é o nome que se dá a uma prática pedagógica que se apoia na tecnologia para ampliar o envolvimento do aluno e seu protagonismo no processo de aprendizagem.  



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Porque o nome aula invertida? No modelo de aula invertida, o aluno tem acesso ao tema e ao material de estudo antes do professor introduzir o tema em sala de aula. A partir das orientações do professor e com o suporte de ferramentas digitais, ele estuda, pesquisa, compartilha com os colegas e se prepara para aprofundar no tema em sala de aula. Ou seja, a sala de aula invertida é uma prática inversa ao modelo tradicional de aprendizagem, em que os alunos só têm o primeiro contato com o tema e material de estudo na sala de aula com a exposição do professor. Ocorre uma inversão na lógica de organização da sala de aula.

A sala de aula invertida é um método novo? 
Para alguns críticos não é um método novo e sim um nome diferente para o que há muito tempo já se pensa para a educação do futuro. Vygotsky (1896-1934), por exemplo, já mencionava a importância da interação no processo de aprendizagem. Seymour Papert, na década de 60 já defendia uma didática com o uso da tecnologia para construir conhecimento. Paulo Freire também era adepto do uso de recursos audiovisuais para promover a aprendizagem interativa. Discussões a parte, o mais importante é o professor identificar as contribuições e aplicabilidade desse modelo para o sucesso do aluno. 

Como funciona uma aula invertida?

1) Antes da aula: Com orientação do professor e suporte da tecnologia, os alunos se preparam para participarem das atividades em sala de aula. Os alunos podem ser orientados pelo professor a assistirem, em casa, a um vídeo sobre o tema da aula, por exemplo, ou podem realizar uma pesquisa, ou uma leitura de imagem. Enfim, o propósito é que o aluno se prepare para as atividades que serão realizadas em sala de aula. Ou seja, que ele vá para a sala de aula com conhecimentos prévios sobre o tema.

2) Durante a aula: Os alunos praticam os conceitos apreendidos. O tempo em sala de aula é utilizado para trabalhar conceitos, discussões, dúvidas, construção de projetos e solução de problemas por meio da aprendizagem colaborativa. O professor  atua como um mediador, um facilitador, um designer da aprendizagem, esclarecendo dúvidas e direcionando os trabalhos.

3) Após: Com orientação do professor e suporte da tecnologia, os alunos revisam o conteúdo,  sintetizam e apresentam as conclusões para os colegas. 

Todo o processo é permeado por testes e simulados para verificar se o aluno estudou os materiais e se desenvolveu as competências esperadas.



Para saber mais


Outros links: